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Porque foi excluidos alguns livros da Biblia.

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Porque foi excluidos alguns livros da Biblia.

Mensagem por fabiana27 em Qua Jan 16, 2013 2:43 pm

Lendo uma biblia antiga me deparei com livros que nunca tinha ouvido falar historia lindas que não deveriam ter sido excluidos, Tobias, Macabeus I E II, Judite,Cântico dos Cânticos,Sabedoria,Eclesiástico são livros que deveriam estar e não estão o livro de tobias e lindooooooooo. eu não me canso de ler fica um ponto de ?

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Re: Porque foi excluidos alguns livros da Biblia.

Mensagem por Xan Berg em Sex Jan 18, 2013 8:36 pm

A maioria destes livros contam a História de Israel, como não se vê claramente o agir do Eterno os teologos evangelicos preferiram desconsiderá-los considerando-os apócrifos.
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Re: Porque foi excluidos alguns livros da Biblia.

Mensagem por ulisseshen em Dom Mar 24, 2013 8:56 am

Xan escreveu:A maioria destes livros contam a História de Israel, como não se vê claramente o agir do Eterno os teologos evangelicos preferiram desconsiderá-los considerando-os apócrifos.

irmãos, mas tem algum livro "apocrifo" em que eu possa confiar? é edificante?

Shalon de Yeshua.
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a verdade

Mensagem por susu_gr em Seg Ago 26, 2013 5:15 am

fabiana27 escreveu:Lendo uma biblia antiga me deparei com livros que nunca tinha ouvido falar historia lindas que não deveriam ter sido excluidos,  Tobias, Macabeus I E II, Judite,Cântico dos Cânticos,Sabedoria,Eclesiástico são livros que deveriam estar e não estão o livro de tobias e lindooooooooo. eu não me canso de ler fica um ponto de ?
 
olá, eu também tive essas dúvidas e decidi fazer um estudo sobre esses livro, e na verdade eles não foram excluídos e sim acrescentados, vou te mostrar o estudo que fiz, DIGO QUE NÃO ESTOU A FAVOR DE NENHUMA RELIGIÃO, SIGO APENAS A VERDADE DE DEUS.

Existe uma grande desavença entre católicos e evangélicos quanto aos 7 livros existentes na bíblia católica que são:
-Tobias
- Judite
- Baruque
-Eclesiástico
-sabedoria de Salomão
- 1 macabeus
-2 macabeus
   Para os católicos estes são livros deutero-canônicos e para os evangélicos estes livros são denominados apócrifos com o sentido de que eles não faziam parte da bíblia original e não são livros inspirados por Deus, são apenas livros, como qualquer outro, muitas vezes não sendo escrito pelo autor que disseram te-lo escrito.
Tais livros têm sua importância na história, porém realmente não são livros inspirados por Deus e nem faziam parte do original antigo testamento (são livros que correspondem aos dogmas da igreja católica) pois ao compararmos uma literatura com a outra logo percebemos profunda e radical diferença no estilo, na autoridade e até nos ensinamentos.
 
É CLARO QUE NÃO POSSO DIZER ALGO APENAS POR DIZER, MAS PRECISO DE UMA BASE E DE PROVAS CLARAS SOBRE TAIS AFIRMAÇÕES, então, vamos a elas.
Primeira questão: Os 7 livros foram acrescentados pelos católicos no concilio de Trento em15 de Abril de 1546, ou foram retirados da bíblia por Lutero ?
- a melhor forma de descobrir a verdade sobre os 7 livros é ir a épocas antes do concílio de Trento  e descobrir relatos históricos presentes nos mesmos vindos dos próprios pais da igreja católica.
Obs: são chamados pelos católicos  de  pais da igreja aqueles que firmaram os conceitos da fé católica que viveram do século ii ao vii


Hilário de Poitiers(300-368 d.C):
Vou resumir esse pois se não ficará muito grande..
 
 
Em vinte e dois livros está julgada a lei do Antigo Testamento, para que corresponda ao número das letras... confesso que alguns querem acrescentar Tobias e Judite, mas o outro parecer está mais conforme a tradição” (Hilario in Prolog. Psal. explanat. Veronae 1730)
 
 
Ele mais uma vez confirma o cânon de vinte e dois livros em conformidade com o cânon adotado pelos judeus, e diz ainda que alguns querem acrescentar os apócrifos de Tobias e Judite. Preste bem atenção nesta palavra que ele usa: acrescentar! Para os Pais da Igreja, colocar os livros apócrifos católicos dentro do cânon significaria acrescentar livros à Bíblia. Portanto, foram os católicos queacrescentaram livros ao Antigo Testamento canônico no concílio de Trento.
 
Então, o que vemos nos escritos de Hilário é que:
 
1. O cânon do AT era constituído de 22 livros considerados canônicos.
 
2. Nisso, os cristãos estão em concordância com os judeus.
 
3. “Alguns” queriam colocar alguns livros apócrifos junto aos canônicos.
 
4. Hilário chama isso de “acréscimo” às Escrituras.
 
 
e o próximo pra fechar aqui:
 
Epifânio (310-403 d.C) :
 
pifânio foi um bispo da cidade de Salamina, no Chipre, no século IV d.C. Ele foi um dos principais defensores da ortodoxia cristã contra as heresias de seu tempo, chegando a escrever um gigantesco compêndio de heresias que amaeçavam a fé cristã, repleto de citações dos mais variados tipos. E, como não poderia ficar de fora, Epifânio não deixou de fazer menção ao cânon de vinte e dois livros, excluindo os apócrifos.
 
Suas duas obras mais famosas foram: “Panarion” (ou “Adversus Haeresis”) e “Mensuris et Ponderibus”. Nestas duas obras Epifânio nos deu três listas do cânon do Antigo Testamento. Iremos analisar cada uma delas a fim de analisarmos em que situações que os deuterocanônicos se encontram: se dentro ou fora do cânon do Antigo Testamento.
 
Não vou mostrar as análises de cada uma delas, vamos para a conclusão de uma vez:
 
Estas são palavras de Epifânio, não foram alteradas nem nada, você encontra estes livros em sites católicos e em outros sites.
 
“Há também além destes dois outros livros duvidosos, a Sabedoria de Salomão e o Eclesiástico... estes são úteis e proveitosos, mas não estão admitidos no número dos aceitos (Epiphan. adv. Haeres. pags. 18, 19. Colon. 1682, et Epiph)
 
 
 
AGORA VOU COLOCAR APENAS CITAÇÕES DE PAIS DA IGREJA, DEIXAREI O SITE ONDE ELES SE ENCONTRAM COMPLETOS NO FINAL:
 
 
Cirilo de Jerusalem (315-386 d.C)
 
“Leia as Divinas Escrituras, os vinte e dois livros do Velho Testamento, estes que foram traduzidos pelos setenta e dois intérpretes... Destes leia os vinte e dois livros, mas não tenha nada com os livros apócrifos. Estude seriamente estes apenas, os quais nós lemos abertamente na Igreja” (Catechetical Lectures IV.33-36)
 
Cirilo fala primeiramente para ler a versão traduzida pelos setenta e dois intérpretes (i.e, a Septuaginta), mas como ele sabia que existiam livros apócrifos, não considerados canônicos, e que estavam presentes nesta versão, ele faz questão de dizer logo em seguida que destes livros presentes na Septuaginta só era para ter como canônicos os vinte e dois que ele lista em seu cânon (listado acima, que deixa fora seis dos sete apócrifos incluídos pelos católicos), e que não era para ter nada com os livros apócrifos!
 
Isso significa que Cirilo reconhecia que existiam livros apócrifos (i.e, não-canônicos) incluídos na Septuaginta, e que estes não poderiam ser tomados como canônicos – nós não poderíamos nos confundir, pensando que todos aqueles livros lá presentes estivessem no cânon.
 
Ora, se só o fato de um livro estar presente na Septuaginta já significa que ele é canônico (como insinuam os católicos), então Cirilo jamais teria dito que tinham livros apócrifos no meio deles e que não era para termos nada com eles, mas somente com os canônicos.
 
E como sabemos exatamente quais eram estes livros presentes na Septuaginta e rejeitados por Cirilo, ficando apenas com aqueles que são canônicos e de autenticidade reconhecida por toda a Igreja? Isso é muito simples, pois Cirilo logo responde a esta questão nas seguintes palavras: “Leia as Divinas Escrituras, os 22 livros do VT... estude seriamente estes apenas, os quais nós lemos abertamente na Igreja”.
 
 
Bônus:
E, vale sempre a pena ressaltar, os judeus nunca aceitaram os apócrifos, e até hoje rejeitam Eclesiástico, rejeitam Sabedoria, rejeitam Tobias, rejeitam Baruque, rejeitam Judite e rejeitam todos os Macabeus. Eles dão valor histórico a estes livros, os respeitam, os lêem, mas não os consideram Escritura Sagrada e autoritativa.
 
Os cristãos, em comum acordo, liam estes livros e consideravam bons para a edificação do povo, mas igualmente diziam que a formulação de doutrina deveria estar dentro daqueles mesmos vinte e dois únicos livros considerados canônicos pelos judeus – sem os apócrifos – em conformidade com aquilo que o próprio Jerônimo (o maior tradutor da Bíblia que já existiu e um dos maiores Pais da Igreja de sua época) disse:
 

"E assim da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite, Tobias e Macabeus (no culto público), mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros [Sabedoria e Eclesiástico] úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja"("Prefácio dos Livros de Salomão")


ou seja, no fim das contas os livros realmente foram acrescentados pela igreja católica no concílio de trento..são dogmas católicos apenas e não fazem parte das Escrituras sagradas..são livros apócrifos. 
-sigo a verdade de Deus e apenas ela, não ligo para religião,ligo para Deus, não estou defendendo evangélicos nem nada, essa é apenas a verdade-


existem vário outros pais que afirmaram, afirmaram e reafirmaram o que está aí só que mais detalhadamente...PRA QUEM QUISER SABER MAIS DETALHES E TIVER PACIENCIA PARA LER K :


1º- militão de sardes:
Foi bispo de Sardes, (†177) , um autor que morreu no século II da era cristã e que teve alguns de seus escritos conservados por Eusébio de cesaréia (também um dos pais da igreja) em sua obra “história eclesiastica”. Sobre a posição de militão sobre o tema este diz:
“E nos Extratos por ele escritos, o mesmo Militão, ao começar, faz no prólogo um catálogo dos escritos admitidos do Antigo Testamento, catálogo que é necessário enumerar aqui. Escreve assim: ‘Militão a seu irmão Onésimo: Saúde. Visto que muitas vezes, valendo-te de teu zelo pela doutrina, tens pedido para ti extratos da lei e dos profetas, sobre o Salvador e toda a nossa fé; mais ainda, já que quiseste saber dos livros antigos com toda exatidão quantos são em número e qual é sua ordem, pus minha diligência em fazê-lo, sabendo de teu ardor pela fé e teu afã de saber sobre a doutrina, já que em tua luta pela salvação eterna e em tua ânsia por Deus, preferes isto mais do que tudo. Assim pois, tendo subido ao Oriente e chegado até o lugar em que se proclamou e se realizou, informei-me com exatidão dos livros do Antigo Testamento. Ordenei-os e envio-os a ti. Seus nomes são: cinco de Moisés: Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio; Yeshua de Navé, Juízes, Rute; quatro dos Reis, dois dos Paralipômenos; Salmos de Davi; Provérbios de Salomão, também chamado Sabedoria, Eclesiastes, Cantar dos Cantares, Jó; dos profetas, Isaías, Jeremias, os doze em um só livro, Daniel, Ezequiel; Esdras. Destes livros tirei os Extratos, que dividi em seis livros’. E é isto que há de Militão”(Conservado por Eusébio em História Eclesiástica, Livro IV, Cap.26, v.12-14)
 
Militão de Sardes cita os livros canônicos do antigo testamento, mas deixa de fora absolutamente todos os livros apócrifos. Este foi o primeiro escritor cristão a tratar do assunto do cânon bíblico do AT em sua ordem exata, e ele deixa de fora todos os livros, sem exceção, daqueles que os católicos chamam de “deuterocanônicos”.
Note, ainda, que Militão escreve ao seu irmão Onésimo que queria saber dos livros antigos “com toda exatidão”. Se Militão passou os livros do AT com exatidão, então seria inaceitável que ele simplesmente “se esquecesse” de mencionar bem exatamente os sete livros apócrifos que os católicos acrescentaram em sua bíblia, pois Militão faria questão de colocá-los na lista caso eles realmente fossem considerados canônicos pela Igreja.
 
Porém, Militão não apenas exclui todos os apócrifos, como também é mencionado por Eusébio de Cesaréia, que não fez qualquer questão de dizer que Militão se “esqueceu” de algum livro, não acrescentou nenhum outro na lista e ainda disse que “é isto o que há de Militão”, deixando claro que não há nada mais do que aqueles livros no cânon referido por ele.
 
 
- Teófilo de Antioquia (120-180 d.C)
 
Outro autor importante do século II foi Teófilo, bispo da cidade de Antioquia, um teólogo, escritor e apologista cristão de renome em sua época. Dele temos conservados três livros que ele escreveu a Autólico, e no terceiro deles ele faz menção aos livros do antigo testamento porem não menciona nada sobre os livros apócrifos.
   O interessante é que ele afirma que daria “o número de todos eles” começando pela própria origem do mundo o – o Gênesis de Moisés, até o último dos livros do AT:
Daremos, no que for possível, o número de todos eles, remontando à própria origem da criação do mundo, tal como foi consignada por Moisés, servo de Deus, sob a inspiração do Espírito Santo” (Terceiro Livro a Autólico, Cap.23)
 
Depois, ele cita todos os livros e acontecimentos registrados nos livros canônicos do AT por vários capítulos da obra (o que seria demasiadamente extenso para passar aqui, mas quem quiser ler por inteiro pode conferir neste site católico, do capítulo 23 ao capítulo 28),mas não cita nenhum livro apócrifo e nenhum personagem destes livros.
 
Ele, ao terminar de contar os acontecimentos registrados ao longo da história antiga pelos livros canônicos (do capítulo 23 ao capítulo 25), simplesmente pula a parte contada pelos apócrifos (incluindo a história dos Macabeus, que seria relevante o suficiente para não ser deixada de fora!) e começa a fazer uma prévia da história do Império Romano como um plano de fundo histórico para a encarnação do Salvador.
 
Mas ele não cita nenhum acontecimento registrado exclusivamente pelos apócrifos e, ao terminar no capítulo 25 de contar a história bíblica abrangendo todos os livros canônicos do AT, ele afirma logo em seguida:
 
“Pode-se ver, assim, como nossos livros sagrados são mais antigos e mais verdadeiros que os dos historiadores gregos, egípcios ou de outros” (Terceiro Livro a Autólico, Cap.26)
 
Em outras palavras, Teófilo faz um resumo das histórias contidas nos livros sagrados, do primeiro ao último deles, mas termina antes de começar a contar as histórias presentes no período inter-testamentário em que foram escritos os apócrifos (como I e II Macabeus, Tobias e os verdadeiros autores de Sabedoria e Eclesiástico), que deveriam ser contadas assim como os livros canônicos, se os cristãos da época realmente considerassem como Escritura Sagrada!
 
Mas Teófilo termina com o relato do profeta Zacarias, que viveu na última era de profetas:
 
“Basta o que dissemos sobre o testemunho dos fenícios e egípcios, tal como aparece nas histórias escritas sobre nossas antiguidades pelo egípcio Maneton, pelo efésio Menandro e pelo próprio, o cronista da guerra dos judeus, feita contra eles pelos romanos. Através desses antigos demonstram-se que os escritos dos outros são posteriores aos que nos foram dados por Moisés e mesmo aos dos profetas posteriores. De fato, o último dos profetas, chamado Zacarias, exerceu sua atividade no reinado de Dário.Também vemos que os legisladores editaram suas leis posteriormente. Com efeito, se se cita Sólon, o ateniense, este viveu nos tempos dos reis Ciro e Dário, contemporâneo do profeta Zacarias e até muitos anos posterior” (Terceiro Livro a Autólico, Cap.23)
 
Se Teófilo considerava Zacarias como sendo “o último dos profetas” (pois havia ministrado no último tempo dos livros do AT, sob o reinado de Dário), então ele simplesmente não reconhecia os livros apócrifos como livros proféticos, nem tampouco os “profetas” existentes naqueles livros.
 
Na visão dos primeiros cristãos, a história do Antigo Testamento registrada nas Sagradas Escrituras começa com o Gênesis de Moisés e termina na época dos reis Dário de Ciro – deixando absolutamente de lado os livros apócrifos, que nem sequer foram mencionados.
 
Orígenes de Alexandria (185-253 d.C)
 
Orígenes foi um dos maiores Pais da Igreja que existiu e também certamente o mais polêmico. Muitas de suas obras se perderam, mas o historiador mais reconhecido da Igreja, Eusébio de Cesaréia, guardou registros históricos de seus escritos que desmontam com a tese de que Orígenes considerou os apócrifos como Escritura Sagrada e inspirada por Deus. Ele disse:
 
“Ao explicar o salmo primeiro, ele [Orígenes] faz uma exposição do catálogo das Sagradas Escrituras do Antigo Testamento, escrevendo textualmente como segue: ‘Não se pode ignorar que os livros testamentários, tal como os transmi­tiram os hebreus, são vinte e dois, tantos como o número de letras que há entre eles’. Logo, depois de algumas frases, continua dizendo:’Os vinte e dois livros, segundo os hebreus, são estes: o que entre nós se intitula Gênesis, e entre os hebreus Bresith, pelo começo do livro, que é: No princípio; Êxodo, Ouellesmoth, que significa: Estes são os nomes;Levítico, Ouikra: E chamou; Números, Ammesphekodeim;Deuteronômio, Elleaddebareim: Estas são as palavras; Yeshua, filho de Navé, Josuebennoun; Juízes e Rute, para eles um só livro: Sophtein; I e II dos Reis, um só para eles: Samuel, O eleito de Deus; III e IV dos Reis, em um: Ouammelchdavid, que significa Reino de Davi; I e II dos Paralipômenos, em um: Dabreiamein, isto é: Palavras dos dias; I e II de Esdras em um: Ezra, ou seja, Ajudante; Livro dos Salmos, Spharthelleim; Provérbios de Salomão, Meloth; Eclesiastes, Koelth; Cantar dos Cantares (e não, como pensam alguns, Cantares dos cantares), Sirassireim; Isaías, Iessia; Jeremias, junto com as Lamentações e a Carta, em um: Ieremia; Daniel, Daniel; Ezequiel, Iezekiel; , Iob; Ester, Esther. E além destes estão os dos Macabeus, que são intitulados Sarbethsabanaiel’" (História Eclesiástica, Livro VI, 25:1,2)
 
Em primeiro lugar, vemos que, para Orígenes, os livros canônicos do Antigo Testamento eram 22, exatamente como transmitiram os hebreus. Ora, se Orígenes confirma que o número de livros canônicos do AT é o mesmo aceito pelos hebreus, é porque não existiam desavenças entre os judeus e a Igreja neste assunto, como pregam os católicos, querendo sempre empurrar a afirmação de que os judeus tinham sete livros a menos do que os cristãos.
 
O que bem podemos observar, não apenas através de Orígenes, mas também de muitos outros da mesma época, é que não havia conflito entre hebreus e cristãos quando o assunto em questão era o cânon do Antigo Testamento. Assim como faz Orígenes, muitos outros cristãos da época escreveram que o número de livros do AT (22) é o mesmo aceito e admitido pela Igreja. Quando Orígenes diz tal como nos transmitiram os hebreus”, ele está a dizer que os livros aceitos pela Igreja é tal como (=igual) os aceitos pelos judeus.
 
 
Eusébio de Cesaréia (265-339 d.C)
 
á vimos até aqui várias provas retiradas dos livros de Eusébio que excluem os apócrifos como Escritura Sagrada, pois este, sendo o maior historiador sobre os primeiros séculos de Cristianismo que a Igreja já teve, não se preocupou em mostrar sequer uma única lista de livros canônicos que contivessem os apócrifos, mas mostrou inúmeras listas que simplesmente deixavam os apócrifos de fora.
 
 vamos passar mais uma citação retirada do “História Eclesiástica”, a fim de vermos se Eusébio concordava ou não com as citações que ele mesmo passava em seu livro – e que desprezavam completamente os apócrifos – ou se ele refutava tais colocações e dizia que tais autores estavam errados ao mostrarem um cânon incompleto:
 
“’Não há pois entre nós milhares de livros em desacordo e em mútua contradição, mas há sim, apenas vinte e dois livros que contêm a relação de todo o tempo e que com justiça são considerados divinos. Destes, cinco são de Moisés, e compreendem as leis e a tradição da criação do homem até a morte de Moisés. Este período abarca quase três mil anos. Desde a morte de Moisés até a de Artaxerxes, rei dos persas depois de Xerxes, os profetas posteriores a Moisés escreveram os fatos de suas épocas em treze livros. Os outros quatro contêm hinos em honra a Deus e regras de vida para os homens. Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja. Estas palavras do autor aqui apresentadas não deixarão de ser úteis (História Eclesiástica, Livro III, 10:1-6)
 
 
1 Eusébio, ao transcrever o texto para a sua obra, escreve reconhecendo que mais coisas foram escritas depois da época de Xerxes (quando termina o relato bíblico canônico), o que inclui, evidentemente, os livros apócrifos, mas afirma que não foi considerada digna de crédito, o que mostra claramente a diferenciação clara e completa entre os livros canônicos do AT e os apócrifos acrescentados pelo Concílio de Trento.
 
2 (IMPORTANTE) : é afirmado que “a sucessão dos profetas cessou depois que o cânon bíblico foi fechado na época de Xerxes. Ora, se a sucessão profética havia terminado, então os livros acrescentados pela Igreja Católica não podem ser considerados livros proféticos, e de fato o próprio livro dos Macabeus dá um atestado pleno disso contra si mesmo, dizendo:
 
“A opressão que caiu sobre Israel foi tal, que não houve igual desde o dia em que tinham desaparecido os profetas (1 Macabeus 9:27)
 
se os profetas haviam desaparecido – e o próprio autor de Macabeus reconhece este fato – então de fato não houve uma sucessão de profetas, e nenhum livro apócrifo (ou deuterocanônico) pode outorgar essa autoridade para si.
 

3 (importante) Finalmente, é nos dito que “ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja”. Portanto, ninguém colocou os apócrifos no cânon depois disso e nem poderia fazê-lo, visto que a lista de 22 livros canônicos do AT (correspondente às 22 letras do alfabeto hebraico), defendidos tanto pela Igreja quanto pelos judeus, estava completa e concluída, sem a possibilidade de alguém acrescentar ou tirar algum livro.



acho que isso é o suficiente, apesar de que existem muuito mais provas, porém acho que não é necessário.. só num debate seria necessário, aqui é só um compartilhamento de estudos creio eu, as pessoas não vão começar a dizer argumentos inúteis só para encher linguiça e me fazer falar falar e falar... alias se começar bate boca eu não respondo, me silencio..não quero briga nem discussão.


aos que perguntaram se é edificante ou não aconselho o seguinte: foquem nas escrituras sagradas, pois existem tantas coisas para descobrirmos nelas..é melhor prevenir do que remediar, mas claro que se quiser ler vai e lê e você mesmo descobre se é ou não edificante, pois creio que quem conhece a biblia, saberá ver divergências de ensinamentos, ou seja ensinamentos que são contrários aos que Deus nos dá na bíblia.

susu_gr
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Re: Porque foi excluidos alguns livros da Biblia.

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